Padrasto é denunciado por tortura após agredir bebê de 1 ano em SC
Padrasto é denunciado por tortura e ameaça após agredir enteado de 1 ano com celular e puxões de cabelo em Palhoça (SC). Criança sofreu ferimentos no rosto e agressor ameaçou testemunhas.

Um padrasto foi denunciado pelo Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) pelos crimes de tortura e ameaça, após agredir violentamente seu enteado de apenas 1 ano e 6 meses. O caso ocorreu na última terça-feira (30), em um estacionamento na cidade de Palhoça, na Grande Florianópolis.
As agressões foram registradas em vídeo por pessoas que passavam pelo local e testemunharam o horror. Nas imagens, é possível ver o homem batendo na cabeça do bebê com um celular e puxando a criança pelos cabelos. A brutalidade da cena chocou os presentes, que cercaram o carro onde o crime ocorria para impedir a fuga do agressor e acionar a Polícia Militar.
O laudo pericial confirmou que o menino sofreu ferimentos no rosto em decorrência das agressões. Devido à tenra idade da vítima e à relação de confiança que deveria existir, o MPSC enquadrou o ato como tortura majorada, com base na Lei nº 9.455/1997.
Além da tortura contra a criança, o padrasto também foi denunciado por ameaça. Relatos de testemunhas indicam que o homem proferiu frases intimidadoras contra aqueles que presenciaram o crime. Ele teria dito que retornaria caso fosse preso e chegou a afirmar a uma das testemunhas que sabia onde ela trabalhava, demonstrando um comportamento agressivo e ameaçador.
Após o flagrante, o homem foi preso em flagrante pela Polícia Militar. Em audiência de custódia realizada na quarta-feira (1º), a Justiça converteu a prisão em flagrante para prisão preventiva, determinando que ele permaneça detido.
A mãe do bebê, que está grávida de seis meses, relatou ter ficado em choque ao ver as filmagens. Ela havia sido deixada pelo companheiro no local para atender uma cliente e não esperava tamanha violência. A mulher descreveu a situação como um pesadelo, sem justificativas para tamanha brutalidade contra uma criança de tão pouca idade.
O Conselho Tutelar de Palhoça informou que a criança está sob proteção e afastada do agressor. O órgão segue acompanhando o caso para apurar a necessidade de outras medidas de proteção ao menino e investigar se houve outros episódios de violência na família.
O relacionamento entre a mãe e o padrasto durava pouco mais de um ano. As investigações do MPSC continuam para esclarecer todos os detalhes e garantir a segurança da criança.