PCC usava viação em SP para lavagem de dinheiro, diz polícia

Investigação em São Paulo revela que PCC usava empresa de ônibus Transunião para lavar dinheiro com diretoria paralela e laranjas.

PCC usava viação em SP para lavagem de dinheiro, diz polícia

A Polícia Civil de São Paulo detalhou como a facção criminosa PCC utilizou a empresa de ônibus Transunião em um esquema de lavagem de dinheiro. Segundo a investigação, uma diretoria informal, com ligações diretas com o PCC, tomava as principais decisões financeiras e administrativas, operando fora da estrutura oficial da companhia. "Laranjas" eram empregados para ocultar o patrimônio e a propriedade dos veículos, enquanto um sistema paralelo de pagamentos distribuía lucros a pessoas sem vínculo formal com a empresa, incluindo familiares de membros da facção e indivíduos com histórico criminal.

O esquema envolvia a dissociação entre a titularidade formal dos ônibus e o domínio econômico, dificultando o rastreamento de recursos ilícitos. Relatórios policiais indicam que a Transunião funcionava com uma "dupla gestão", onde a gestão oficial era subvertida por um núcleo externo vinculado ao crime organizado. Mensagens interceptadas revelaram que autorizações de pagamentos e repasses dependiam de instâncias alheias à empresa.

Um vereador da capital paulista foi preso sob suspeita de ser figura central no comando financeiro informal da viação. A operação policial também conectou a dinâmica financeira da empresa ao assassinato do então presidente da Transunião, possivelmente por disputas internas relacionadas ao esquema.