PF investiga fraudes financeiras no Banco Digimais
PF amplia investigação sobre Banco Digimais por supostas fraudes financeiras envolvendo ativos inflados e falta de lastro.

A Polícia Federal expandirá as apurações sobre supostas fraudes financeiras ligadas ao Banco Digimais. Os investigadores analisam documentos contábeis, auditorias e processos judiciais para determinar o valor real dos ativos de fundos associados à instituição. O inquérito aponta para carteiras supostamente ligadas ao Master sem comprovação de lastro, um empreendimento imobiliário pendente de construção e créditos de financiamento de veículos com alta inadimplência. A PF suspeita que esses ativos eram inflados para mascarar a insolvência do banco, configurando possível gestão fraudulenta e inserção de dados falsos em demonstrativos contábeis.
A investigação busca conexões entre o Digimais e o Banco Master, que teve sua liquidação decretada pelo Banco Central. Uma ação judicial citada no relatório indica que um fundo se sentiu lesado pelo Digimais após adquirir uma carteira de Cédulas de Crédito Bancário (CCBs) sem lastro. Auditorias apontaram que 42% dessa carteira carecia de documentação comprobatória, com parte das CCBs tendo origem no Banco Master.
Relatórios da PF também mencionam investimentos considerados suspeitos, como um terreno em Pernambuco precificado artificialmente em R$ 150 milhões, quando valeria R$ 10 milhões, e uma carteira de automóveis superavaliada em R$ 3,5 bilhões. O banco aportou recursos em um projeto imobiliário em Goiana (PE) sem licença da prefeitura. Essas operações permitiram a emissão de mais Certificados de Depósito Bancário (CDBs) pelo Digimais.