PMs em escola: Polícia Civil isenta agentes após caso de desenho de orixá
Polícia Civil de SP conclui que PMs seguiram protocolo ao entrar armados em escola após denúncia sobre desenho de orixá, mas análise de câmeras corporais foi incompleta.

A Polícia Civil de São Paulo concluiu que os policiais militares que ingressaram armados em uma escola municipal, após denúncia de um pai sobre um desenho da orixá Iansã, agiram conforme o protocolo da corporação. A investigação, encerrada em fevereiro, apurou a ocorrência de intolerância religiosa na EMEI Antônio Bento, na Zona Oeste da capital. Um pai, soldado da PM, alegou que a filha estava sendo obrigada a ter "aula de religião africana".
Imagens de câmeras corporais, obtidas posteriormente, revelaram discussões entre o comandante da ocorrência e a diretora da escola, que não foram totalmente analisadas no relatório final. A Secretaria da Segurança Pública defendeu o porte de fuzil, alegando que o armamento foi mantido em segurança e que o oficial não poderia deixá-lo na viatura. Especialistas, no entanto, classificam o episódio como possível abuso de poder, questionando a necessidade de armamento letal em ambiente escolar.
O inquérito policial considerou que a atuação policial foi um procedimento padrão, sem indícios de irregularidades. Contudo, a ausência de análise completa das gravações corporais e as divergências apontadas por especialistas levantam dúvidas sobre a transparência e a completude da investigação sobre o caso.