Professora relata trauma após PMs armados entrarem em escola
Professora de SP relata estresse pós-traumático e afastamento após PMs armados entrarem em escola por desenho de orixá. Episódio gerou medo no filho e questionamentos sobre abordagem policial.

Uma professora que atuava como diretora interina na EMEI Antônio Bento, Zona Oeste de São Paulo, relatou ter desenvolvido estresse pós-traumático após a entrada de policiais militares armados na unidade em novembro do ano passado. O incidente ocorreu após o pai de uma aluna denunciar um desenho de Iansã, orixá de religiões de matriz africana, alegando que a escola forçava aulas de religião africana. A educadora, com 20 anos de experiência, precisou de acompanhamento psicológico e medicação para ansiedade, resultando em afastamento do cargo. Ela descreveu a abordagem policial como hostil e impositiva, mesmo ao explicar que as atividades faziam parte do currículo e da legislação sobre cultura afro-brasileira. O filho da professora, que presenciou a cena, também precisou de apoio psicológico e desenvolveu medo de policiais. O caso levanta questões sobre a necessidade de formação de agentes públicos para lidar com diversidade e liberdade religiosa, além da proporcionalidade da ação policial em um ambiente escolar.