SPTrans assume linhas de ônibus após suspeita de lavagem de dinheiro do PCC

SPTrans assume linhas da Transunião em SP após investigação indicar uso da empresa para lavagem de dinheiro do PCC. Prefeitura garante serviço.

SPTrans assume linhas de ônibus após suspeita de lavagem de dinheiro do PCC

A SPTrans assumiu a gestão e operação das linhas de ônibus da concessionária Transunião, em São Paulo. A medida ocorre após uma operação do Ministério Público de São Paulo (MPSP) que aponta que a empresa era utilizada para lavagem de dinheiro do PCC (Primeiro Comando da Capital). Um funcionário experiente da SPTrans será o interventor para garantir a manutenção dos serviços, especialmente na zona Leste da cidade, e os contratos dos funcionários da Transunião serão mantidos.

A investigação, iniciada após o assassinato do presidente da Transunião em 2020, reuniu provas de que a empresa operava um núcleo paralelo para decisões estratégicas e transferência de valores para criminosos. Mudanças suspeitas na estrutura societária da Transunião, com um salto de R$ 100 mil para mais de R$ 50 milhões no capital social sem origem clara, levantaram suspeitas. A empresa recebeu mais de R$ 300 milhões em 2025.

A operação resultou no sequestro de R$ 194 milhões, além de veículos, imóveis e embarcações. Entre os alvos da operação estavam o vereador Senival Moura (PT), que foi preso, e o diretor da Transunião, Lourival de França Monário. A defesa do vereador expressou indignação e surpresa com a prisão.