Tragédia na Tailândia: Menino atropela procissão e mata 10 monges

Dez monges budistas morreram após serem atropelados por uma caminhonete na Tailândia. O motorista é um menino de 11 anos, que não responde criminalmente no país.

Tragédia na Tailândia: Menino atropela procissão e mata 10 monges

Um trágico atropelamento em uma rodovia na província de Mukdahan, na Tailândia, resultou na morte de dez monges budistas e deixou outros trinta e cinco feridos, sendo que dois deles permanecem em estado crítico. O incidente ocorreu na quinta-feira, quando uma caminhonete avançou sobre um grupo que participava de uma peregrinação.

As autoridades tailandesas confirmaram nesta sexta-feira que o número de vítimas fatais subiu para dez. Cinco monges morreram instantaneamente no local do acidente, enquanto outros cinco não resistiram aos ferimentos e faleceram no hospital. O boletim médico mais recente, divulgado pelo Hospital de Mukdahan, indica que dez pessoas continuam internadas, com duas em estado de gravidade.

O condutor da caminhonete, um menino de apenas 11 anos, teria pego o veículo dos pais sem autorização. Segundo informações da polícia local, o jovem não chegou a prestar depoimento às forças de segurança, pois na Tailândia menores de 12 anos não possuem responsabilidade penal. Ele foi encaminhado para avaliação pelas autoridades de proteção à criança, acompanhado por sua mãe.

O grupo atropelado era composto por trinta e cinco monges e cinco fiéis leigos que caminhavam à margem da rodovia como parte de uma procissão religiosa. O impacto da caminhonete contra a multidão causou comoção e levanta questões sobre a segurança de eventos religiosos em vias públicas e a supervisão de menores ao volante.

O caso ganha ainda mais complexidade devido à legislação tailandesa que isenta menores de 12 anos de punições criminais. Embora o menino não possa ser processado criminalmente, a tragédia ressalta os perigos da condução por pessoas sem habilitação e a necessidade de medidas preventivas para evitar que tais acidentes se repitam, especialmente em situações que envolvem vulneráveis como peregrinos e fiéis.