Algoritmos de redes sociais podem perpetuar preconceitos
Cientista Christian Gonzatti aponta que algoritmos de redes sociais reduzem visibilidade de conteúdos LGBTQIA+, perpetuando preconceitos por falta de leitura contextual.

O cientista da comunicação Christian Gonzatti, 33 anos, alerta há uma década para o fenômeno da violência algorítmica nas redes sociais. Ele relata que conteúdos sobre a temática LGBTQIA+ produzidos por ele frequentemente têm a visibilidade reduzida, sem clareza sobre quais termos o sistema considera proibidos. Gonzatti, que também é professor na Unisinos, iniciou um canal chamado Viado Nerd para compartilhar conteúdos culturais voltados ao público LGBTQIA+. Segundo ele, o algoritmo não interpreta o contexto da ressignificação de termos como 'viado', histórica e culturalmente utilizados pelo movimento. Sua página foi alvo de denúncias, com as plataformas acatando-as como se veiculassem discurso de ódio. Mesmo após renomear o projeto para Diversidade Nerd, ele percebe que seus posts são classificados incorretamente ou têm o alcance diminuído, especialmente ao usar palavras como 'gay' ou 'lésbica' nas legendas.