Ex-funcionários da Sony criam startups com tecnologias abandonadas

Ex-funcionários da Sony criam startups para desenvolver tecnologias abandonadas pela empresa, como smartwatches e lasers compactos, atraindo investimentos e buscando sucesso fora da gigante japonesa.

Ex-funcionários da Sony criam startups com tecnologias abandonadas

Ex-engenheiros do Grupo Sony estão lançando startups para desenvolver tecnologias que a empresa japonesa decidiu descontinuar. Um exemplo é a Augment AI, de Tóquio, liderada por Teppei Tsushima, que herdou a linha de smartwatches Wena da Sony. A empresa já arrecadou cerca de 540 milhões de ienes (US$ 3,34 milhões) em financiamento coletivo e está desenvolvendo o modelo Wena X, que permite transformar relógios mecânicos em smartwatches através de uma pulseira inteligente. A Sony encerrou as operações da linha Wena em fevereiro, mas Tsushima adquiriu a marca e as patentes para revitalizar o negócio. Ele citou o desejo de fãs e a frustração com o fim do projeto como motivações para se tornar independente.

Outro caso é a Scale Photonics, também em Tóquio, fundada por Masanao Kamata, que desenvolveu um laser ultracompacto integrável a chips enquanto trabalhava na Sony. A empresa foi interrompida pela Sony em dezembro passado, com a divisão de semicondutores priorizando sensores de imagem. A Scale Photonics já começou a vender amostras de seus lasers, que podem ser usados em análises sanguíneas e em robôs.

A Sony demonstra tolerância a essas iniciativas, impulsionada pelo espírito empreendedor de seus fundadores. Executivos da empresa apoiam os ex-funcionários, vendo potencial para que essas startups se tornem futuras colaboradoras. A cultura corporativa da Sony valoriza funcionários autônomos que buscam novos desafios, mesmo que fora da estratégia corporativa atual, permitindo que inovações descontinuadas encontrem um novo caminho.