Estados endividados podem herdar 14,5 mil km de rodovias federais
Governos estaduais em crise financeira podem ter que assumir 14,5 mil km de rodovias federais, gerando novos gastos e desafios de gestão em estados como MG, PR e RS.

Governos estaduais com sérias dificuldades financeiras podem ser obrigados a assumir a responsabilidade por 14,5 mil quilômetros de rodovias federais. A União, que detinha a conservação desses trechos desde a década de 2000, planeja devolver a gestão aos estados, que já enfrentam déficits bilionários.
Estados como Paraná, Rio Grande do Sul e Minas Gerais são os mais afetados. Minas Gerais, em particular, receberá 6.000 km adicionais, enquanto o Paraná estima um gasto anual de R$ 200 milhões apenas com a manutenção de suas novas rodovias. A situação das estradas, algumas de grande importância econômica e outras em regiões remotas, gera preocupação sobre a capacidade de gestão e investimento estadual.
O acordo original de 2002 previa compensações financeiras, mas foi vetado. A União vinha cobrindo a manutenção provisoriamente até o fim de 2015. Agora, alerta os estados sobre a necessidade de incluir esses custos em seus orçamentos futuros, diante das próprias restrições fiscais federais.