Greve no RJ: Ônibus lotados e passageiros em apuros no 2º dia

Segundo dia de greve de ônibus no Rio de Janeiro causa transtornos com pontos lotados e falta de veículos. Audiência no TRT-1 busca acordo.

Greve no RJ: Ônibus lotados e passageiros em apuros no 2º dia

A população do Rio de Janeiro enfrenta o segundo dia consecutivo de paralisação dos rodoviários, com relatos de ônibus escassos e pontos repletos de passageiros nas primeiras horas desta terça-feira. A crise nos transportes públicos se intensifica enquanto motoristas e empresas buscam um acordo em audiência de mediação marcada para as 11h no Tribunal Regional do Trabalho da 1ª Região (TRT-1).

Nas redes sociais, desabafos de usuários ilustram a dificuldade de locomoção. Relatos dão conta de linhas inteiras indisponíveis e longas esperas em pontos de ônibus, especialmente em bairros como Realengo. A situação gerou confusão em alguns locais, com testemunhas descrevendo atritos entre rodoviários em greve e colegas que tentavam manter o serviço.

O Centro de Operações de Resiliência (COR) da prefeitura recomendou que os cariocas priorizassem o metrô, trens e barcas, modais que operam normalmente. No entanto, a demanda extra sobre esses serviços pode gerar outros transtornos.

Apesar da determinação judicial que exige a circulação de ao menos 50% da frota de cada linha, passageiros relataram, já na segunda-feira, dificuldades com a oferta reduzida de veículos, atrasos e superlotação. O sindicato dos rodoviários alega que cerca de 800 ônibus circularam no primeiro dia, e o Rio Ônibus informou que aproximadamente 40 coletivos foram vandalizados.

## Negociações no TRT-1 são a esperança

A audiência no TRT-1 é vista como o principal palco para a resolução do impasse. Após a reunião, o Sindicato dos Rodoviários convocou uma assembleia para as 11h30, em frente ao tribunal, onde a categoria discutirá os desdobramentos e possíveis propostas.

Sebastião José, presidente do Sindicato dos Rodoviários, destacou a importância do reconhecimento judicial da legalidade da greve, que, segundo ele, valida as reivindicações por melhores salários, condições de trabalho mais dignas e o fim da violência no setor. Ele expressou o desejo de que a audiência traga uma definição rápida para minimizar o sofrimento dos usuários.

## Reivindicações e histórico da paralisação

As principais demandas dos rodoviários incluem um piso salarial de R$ 4 mil para motoristas de ônibus convencionais e R$ 5 mil para condutores de veículos articulados, além de aumento no vale-alimentação e a adoção da jornada de trabalho 5x2. O TRT-1 já havia reconhecido a legalidade da greve no sábado, negando pedido para declará-la ilegal e estabelecendo a manutenção de metade da frota.

A prefeitura, por meio do prefeito Eduardo Cavaliere, garantiu ter mobilizado equipes para mitigar os impactos da greve, reforçando a operação de BRTs, trens e metrô. A expectativa é que a normalidade seja restabelecida assim que a questão entre sindicatos e empresas for solucionada.