Confissão: Nova estratégia para reduzir pena de Vorcaro e Paulo Henrique
Presos preventivamente, Daniel Vorcaro e Paulo Henrique Costa apostam na confissão espontânea para reduzir suas penas após rejeitarem delação premiada.

Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, e Paulo Henrique Costa, ex-chefe do BRB, presos preventivamente, agora veem a confissão espontânea como única alternativa para tentar obter uma redução de pena. Diante da recusa em firmar acordos de delação premiada, a admissão direta dos crimes pode ser utilizada para convencer o judiciário a aplicar uma sentença mais branda, sem a necessidade de delatar cúmplices.
Embora ainda não julgados, ambos enfrentam a perspectiva de condenação em regime fechado. A estratégia se baseia no Código Penal Brasileiro, que prevê a confissão como circunstância atenuante, e na consolidação da jurisprudência do STJ, que a reconhece mesmo quando parcial ou combinada com outras provas.
A confissão, conforme o artigo 65, inciso III, alínea 'd' do Código Penal, permite que o acusado reconheça a autoria do crime perante a autoridade, buscando atenuar a pena. A súmula 545 do STJ reforça que este reconhecimento pode ser aplicado mesmo em confissões qualificadas, desde que contribua para a decisão judicial.