Homem descobre 'morte' pelo Google e tenta processar gigante da tecnologia

Homem do ES processa Google após IA informar sua morte indevida. Empresa alega associação automática de dados. Pedido de indenização foi negado.

Homem descobre 'morte' pelo Google e tenta processar gigante da tecnologia

Um morador de Vila Velha, na região metropolitana de Vitória, no Espírito Santo, buscou a Justiça para pedir indenização ao Google após a ferramenta de inteligência artificial da empresa exibir informações incorretas sobre sua vida. Segundo o processo judicial, o homem descobriu em agosto de 2025, ao realizar uma pesquisa por seu próprio nome na plataforma, que a IA do Google apresentava como resultado que ele teria falecido em junho do mesmo ano.

O resultado da busca, gerado pela inteligência artificial conhecida como Google AI Overview, também associou indevidamente o morador ao Sindicato dos Ferroviários do Espírito Santo. O cidadão alegou ter sofrido grande abalo emocional com a notícia falsa, temendo as potenciais consequências do erro, como dificuldades com órgãos públicos e o risco de sua identidade ser utilizada de forma indevida.

Diante da situação, o autor da ação solicitou ao Google a remoção imediata do conteúdo errôneo, a prevenção de novas exibições da informação e a publicação de um pedido de esclarecimento. Além disso, ele pleiteou uma indenização no valor de R$ 20 mil por danos morais.

A defesa do homem não pôde ser contatada para comentar os desdobramentos do caso. O Google, por sua vez, apresentou sua argumentação em juízo. A empresa sustentou que a informação equivocada foi resultado de uma associação automática de dados já existentes na internet, possivelmente ligada a outra pessoa com o mesmo nome. A companhia também ressaltou que a informação contestada já não constava mais na ferramenta de IA no momento em que a empresa apresentou sua defesa.

O pedido de indenização, no entanto, foi negado pela Justiça. A decisão judicial considerou a defesa apresentada pelo Google, que apontou para a natureza automática e associativa das respostas de IA, além da remoção do conteúdo antes mesmo da contestação formal. O caso levanta questões sobre a precisão e a responsabilidade das ferramentas de inteligência artificial na divulgação de informações.