IA na Advocacia: Avanços Trazem Riscos de Erros Graves

Adoção de IA na advocacia cresce, mas expõe riscos de erros e 'alucinações'. OAB lança plano nacional e STF reforça necessidade de supervisão humana.

IA na Advocacia: Avanços Trazem Riscos de Erros Graves

A inteligência artificial (IA) avança rapidamente na advocacia, prometendo maior produtividade e redução de custos. Contudo, o uso crescente dessas ferramentas expõe riscos de erros e 'alucinações', com petições apresentando informações jurídicas inexistentes. Diante desse cenário, o Conselho Federal da OAB lançou um plano nacional para orientar o uso ético e seguro da tecnologia no setor.

O debate sobre os perigos da IA ganhou força no Rio de Janeiro, onde o presidente do STF, Edson Fachin, reforçou a necessidade de supervisão humana constante. Casos internacionais já demonstraram a falha de sistemas em apresentar decisões judiciais inexistentes. Estudos também apontam altas taxas de 'alucinação' em ferramentas de IA jurídica, mesmo em softwares desenvolvidos especificamente para a área.

Profissionais de direito, contabilidade e auditoria já utilizam IA generativa, e escritórios de advocacia avaliam ou implementam a tecnologia. Apesar dos avanços, a falta de adaptação das ferramentas internacionais à legislação brasileira aumenta a preocupação com falhas processuais. A OAB busca, com seu plano, garantir o sigilo profissional, a transparência e a responsabilização no uso da IA.