Juiz baiano pode perder cargo por racismo religioso

TJ da Bahia abre processo contra juiz por suposto racismo religioso ao remover foto de Candomblé de exposição.

Juiz baiano pode perder cargo por racismo religioso

O Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA) instaurou um processo administrativo disciplinar contra o juiz Cesar Augusto Borges de Andrade. A investigação apura uma suposta prática de racismo religioso após a retirada de uma fotografia ligada ao Candomblé de uma exposição no Fórum de Camaçari. A imagem havia sido recolocada na mostra em março por decisão judicial, mas o caso agora busca apurar a conduta do magistrado.

O processo foi motivado por representações administrativas e criminais que apontaram tratamento desigual, uma vez que apenas a imagem com referência ao Candomblé foi removida, enquanto um símbolo católico permaneceu exposto. O juiz alegou que a fotografia seria incompatível com a laicidade do Estado e poderia constranger usuários do fórum. Para os denunciantes, o ato configura discriminação religiosa.

Caso as acusações sejam confirmadas, o juiz pode se tornar o primeiro magistrado a perder o cargo por racismo, especialmente após um recente entendimento do STF que afastou a aposentadoria compulsória como punição máxima em casos disciplinares.