Júri de PMs é anulado após bate-boca sobre atentado a advogado
Júri de PMs acusados de assassinato é anulado após discussão sobre atentado a advogado. Novo julgamento marcado para 2027.

Um julgamento de policiais militares acusados de executar o delator Antônio Vinícius Gritzbach foi anulado após um tenso bate-boca no plenário. O ponto de ebulição ocorreu quando um promotor questionou um oficial da Corregedoria da Polícia Militar sobre uma investigação de um suposto atentado contra Mauro Ribas, um dos advogados de defesa, que não tinha relação direta com o assassinato de Gritzbach. A acusação de que Ribas teria sido vítima de um atentado, com a provocação "Seja homem!", gerou uma forte reação dos advogados de defesa, culminando na saída deles do plenário. Diante da recusa da defesa em prosseguir, o juiz declarou a anulação do júri. O Ministério Público havia pedido a punição dos advogados, mas o pedido foi rejeitado. O clima de confronto já marcava o julgamento desde o início, com trocas de acusações entre acusação e defesa sobre a conduta de um promotor e a validade de provas genéticas. Os PMs negam participação na morte de Gritzbach, que foi executado com 27 disparos de fuzil no aeroporto de Guarulhos, em um ataque que também vitimou um motorista de aplicativo e deixou feridos. Um novo julgamento foi agendado para fevereiro de 2027.