MP quer júri de acusado de duplo homicídio aberto ao público em MT
Ministério Público de MT recorre para que júri de Carlinhos Bezerra, acusado de duplo homicídio, seja aberto ao público e à imprensa em Cuiabá.

O Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) ajuizou um recurso com o objetivo de garantir o acesso público e da imprensa ao julgamento popular de Carlinhos Bezerra, que responde pela morte da ex-companheira Thays Machado e do namorado dela, Willian César Moreno. O caso trágico, que chocou a região, terá seu julgamento realizado em Cuiabá na próxima terça-feira, 7 de maio.
A promotora de Justiça Élide Manzini de Campos protocolou o pedido na quinta-feira (2), argumentando que a fase atual do processo não apresenta justificativas plausíveis para a manutenção do sigilo. A promotoria defende firmemente que a sessão do júri seja pública, em consonância com o princípio fundamental da publicidade dos atos judiciais, essencial para a transparência do sistema de justiça.
A restrição inicial de acesso foi determinada pela juíza Mônica Perri, responsável por presidir o julgamento. Segundo a decisão, apenas indivíduos diretamente envolvidos no processo teriam permissão para permanecer no plenário durante a sessão. Essa limitação gerou preocupação sobre a transparência do processo.
O duplo homicídio, pelo qual Carlinhos Bezerra é acusado, ocorreu em circunstâncias que ainda estão sob apuração judicial. A decisão sobre a abertura ou não do júri ao público e à imprensa poderá influenciar a percepção da sociedade sobre o andamento do caso e a aplicação da justiça.
A expectativa é que o Tribunal de Justiça analise o recurso do Ministério Público e decida sobre a possibilidade de ampla participação no julgamento, garantindo que os atos judiciais sejam observados por todos, como preza a legislação brasileira para casos que não envolvam informações de caráter estritamente pessoal e sigiloso por lei.
A comunidade local aguarda o desdobramento deste caso, que levanta importantes discussões sobre o acesso à justiça e a transparência dos processos criminais no estado.