Políticos se defendem de acusações em esquema do Banco Master

Políticos investigados no caso Banco Master negam irregularidades em pedidos de favores e viagens pagas por empresários, acusando a PF de "espetacularização".

Políticos se defendem de acusações em esquema do Banco Master

Senadores e deputados envolvidos em investigações da Polícia Federal sobre o caso Banco Master têm adotado uma linha de defesa comum. As autoridades são acusadas de "patacoada" e "espetacularização" por expor proximidades com o empresário Augusto Lima, sócio de Daniel Vorcaro. O senador Jaques Wagner (PT-BA) negou irregularidades em caronas aéreas e na compra de um apartamento para sua filha, afirmando que planejava reembolsar o empresário. Ele também admitiu ter pedido ingressos para um show de Taylor Swift, custeados por Lima.

O deputado Hugo Motta (Republicanos-PB) seguiu linha similar, justificando viagens e hospedagens pagas pelo dono do Master como normais, sem pedidos em troca. Ele também foi questionado sobre um empréstimo milionário para a empresa de sua cunhada, alegando que a transação foi legal. Flávio Bolsonaro (PL-RJ) também negou irregularidades ao pedir financiamento para um filme sobre seu pai. O senador Ciro Nogueira (PP-PI) tem evitado declarações, mas sua assessoria já afirmou que ele não tem conduta inadequada.

A estratégia dos políticos investigados busca normalizar relações com empresários que envolvem pedidos de favores, viagens e benesses, enquanto acusam a PF de exageros na condução das apurações.