Salário alto não impede superendividamento no MS

Servidores públicos no MS com salários de R$ 14 mil recorrem à Justiça devido ao superendividamento causado por empréstimos consignados, com até 80% da renda comprometida.

Salário alto não impede superendividamento no MS

Mesmo com salários elevados, servidores públicos em Mato Grosso do Sul enfrentam o superendividamento. Um policial militar em Campo Grande, que recebe R$ 14 mil mensais, viu quase 80% de sua remuneração ser consumida pelo pagamento de parcelas de empréstimos. A dívida, contraída com oito bancos, soma R$ 531 mil, deixando apenas R$ 2,9 mil para sua subsistência.

Casos como este têm se tornado comuns no Tribunal de Justiça do Mato Grosso do Sul, que recebeu 2.408 ações sobre superendividamento desde 2023. A Lei do Superendividamento (14.181/2021) limita os descontos em folha a 35% da renda e protege um mínimo existencial de R$ 600.

Outro exemplo é uma moradora de Campo Grande com R$ 206 mil em dívidas de cartão e empréstimos, comprometendo 59% de seu salário de R$ 7,4 mil. Apesar das leis de proteção, as decisões judiciais ainda não foram favoráveis em todos os casos de renegociação.