STF: Julgamento sobre eleição no RJ é antecipado para agosto

STF antecipa para 19 de agosto julgamento que definirá regras para eleição do governador do Rio de Janeiro, em meio a renúncias e cassações.

STF: Julgamento sobre eleição no RJ é antecipado para agosto

O Supremo Tribunal Federal (STF) terá um novo cronograma para decidir o futuro do comando do governo do Rio de Janeiro. O ministro Edson Fachin, presidente da Corte, antecipou para 19 de agosto a retomada do julgamento que definirá as regras para a eleição do próximo governador fluminense. A data original era 26 de agosto.

## Contexto da Crise no Governo Fluminense

A análise judicial se tornou necessária após uma série de renúncias e cassações que desestabilizaram a linha sucessória do Palácio Guanabara. O ex-governador Cláudio Castro (PL) renunciou em março, um dia antes de ser julgado e condenado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Anteriormente, o vice-governador Thiago Pampolha também havia deixado o cargo para assumir uma posição no Tribunal de Contas do Estado.

O deputado estadual Rodrigo Bacellar (União), que seria o próximo na linha de sucessão como presidente da Assembleia Legislativa, também teve seu mandato cassado pelo TSE. Diante desse cenário, a chefia do Poder Executivo do Rio de Janeiro está interinamente sob o comando do presidente do Tribunal de Justiça, Ricardo Couto.

## Pedido por Eleição Direta e Divisão no STF

O Partido Social Democrático (PSD), sigla do prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, ingressou com um pedido no STF para que seja realizada uma eleição direta para o governo do estado. A questão central em debate é se a escolha do novo governador ocorrerá de forma indireta (votada pelos deputados estaduais) ou direta (pelo voto popular).

O julgamento já conta com posições divididas entre os ministros da Corte. Luiz Fux, Kassio Nunes Marques, André Mendonça e Cármen Lúcia votaram a favor de uma eleição indireta. Em contrapartida, Cristiano Zanin se manifestou pela realização de uma eleição direta.

## Voto Aberto ou Secreto?

Além da definição entre eleição direta ou indireta, o julgamento no STF também abordará a forma de votação em caso de eleição indireta. André Mendonça, Luiz Fux, Cármen Lúcia e Kassio Nunes Marques defenderam a adoção do voto secreto para essa modalidade. Cristiano Zanin, por sua vez, propôs que o voto seja aberto.

A decisão final do STF terá grande impacto na política fluminense, definindo o caminho para a sucessão de Cláudio Castro e a estabilização do governo estadual.