STF reavalia prazo de suspensão de direitos políticos

STF invalida retroatividade em lei de improbidade, buscando evitar impunidade em casos de má conduta administrativa.

STF reavalia prazo de suspensão de direitos políticos

O Supremo Tribunal Federal (STF) avançou nesta quarta-feira (24) na análise de mudanças na Lei de Improbidade Administrativa. Os ministros consideraram inválida a regra que permitia a contagem retroativa do prazo de suspensão dos direitos políticos, da decisão judicial até o trânsito em julgado. A decisão, seguindo o voto do relator Alexandre de Moraes, visa evitar a "impunidade total" ao impedir que a suspensão de direitos políticos seja anulada por recursos que se arrastam no tempo.

Moraes argumentou que a retroatividade poderia permitir que um agente público, mesmo condenado e com suspensão de direitos políticos, permanecesse no cargo e pudesse se candidatar a novas posições. O julgamento, que aborda também a perda de função pública e a indisponibilidade de bens, foi suspenso e deve ser retomado nesta quinta-feira (25).

A Corte também discute a aplicação da lei a partidos políticos e a extensão da perda de função pública a outros vínculos, dependendo da gravidade da conduta. A análise das ações que questionam a norma, aprovada em 2021, teve início em maio.