Suprema Corte dos EUA limita ações contra glifosato da Monsanto

Suprema Corte dos EUA restringe processos contra Monsanto por glifosato. Decisão impede ações estaduais baseadas em falta de advertências em rótulos do herbicida Roundup.

Suprema Corte dos EUA limita ações contra glifosato da Monsanto

A Suprema Corte dos Estados Unidos decidiu, por 7 votos a 2, a favor da Monsanto, subsidiária da Bayer, em um caso crucial sobre o herbicida Roundup. A decisão estabelece que indivíduos não poderão mais processar a empresa com base em leis estaduais, alegando que o produto deveria conter avisos adicionais sobre riscos à saúde, se a Agência de Proteção Ambiental (EPA) dos EUA já houver aprovado o rótulo sem tais advertências. A maioria dos magistrados considerou que a Lei Federal de Inseticidas, Fungicidas e Rodenticidas impede que estados imponham requisitos de rotulagem distintos daqueles aprovados pela EPA.

Esta sentença representa uma vitória significativa para a Monsanto, que enfrenta milhares de processos nos EUA desde que a Agência Internacional de Pesquisa sobre o Câncer (IARC) classificou o glifosato como "provavelmente carcinogênico para humanos" em 2015. Diversos tribunais americanos já haviam condenado a empresa a pagar indenizações a usuários que atribuíram o desenvolvimento de linfoma não Hodgkin à exposição ao herbicida.

A Bayer, que adquiriu a Monsanto em 2018, já gastou bilhões em acordos e condenações judiciais. A empresa defende que agências reguladoras globais concluíram pela ausência de risco de câncer com o uso correto do glifosato, posição mantida pela EPA. A decisão da Suprema Corte pode dificultar novas ações judiciais futuras, embora o impacto total dependa da interpretação dos tribunais inferiores.